terça-feira, 20 de dezembro de 2016

Resenha // Eu sou o peregrino - Terry Hayes



Livro: Eu sou o peregrino
Autor: Terry Hayes
Gênero: Ficção policial
Editora: Intrínseca
Páginas: 685
Ano: 2016
Literatura Estrangeira
Volume: Único
Avaliação: 5,0

Sinopse
Peregrino é o codinome de um homem que não existe. Alguém com tantas identidades que mal consegue lembrar seu verdadeiro nome. Adotado ainda jovem por uma família rica, ele se tornou um importante profissional da espionagem. Aposentado precocemente, escreveu antes disso, sob pseudônimo um livro de ciência forense aplicada a homicídios que se tornaria referencia na área. Anos mais tarde, quando uma mulher é encontrada morta imersa em uma banheira de ácido num quarto de hotel barato em  Nova York, sem dentes nem impressões digitais, sem nenhum rastro do culpado, fica claro que o assassino só pode ter recorrido a um manual: o livro do Peregrino. Uma das poucas pessoas no mundo a conhecerem o verdadeiro autor, Ben Bradley, do Departamento de Polícia de Nova York, pede ajuda ao ex-agente para solucionar o caso. Então, o que começa como a investigação de um homicídio incomum se transforma em uma corrida contra o tempo para impedir um perigoso ataque bioterrorista. Em uma perseguição cinematográfica, Peregrino cruza o mundo, da Arábia Saudita às ruínas da Turquia; do Afeganistão ao Salão Oval da Casa Branca. Um caminho doloroso e repleto de ameaças inesperadas, na busca por um homem desconhecido cujo plano é desencadear uma destruição em massa sem precedentes.
Voltei para o carro e sob o único poste de luz em um canto escuro de uma cidade búlgara que ninguém nunca ouvira falar, cercado por terrenos agrícolas e jovens prostitutas ciganas, fiz uma ligação para um número com um código de área que não existia.
Mais uma resenha pra vocês, sobre um livro que eu estava louca pra terminar de ler e vir resenhar. Vamos começar falando sobre os pontos fortes e pontos fracos do livro. Pontos fortes: a história se inicia com a investigação do assassinato de uma mulher, em que não foi deixada nenhuma pista. E eu, a louca do CSI, amei né? hahaha (sim eu amo CSI, meu seriado favorito ); segundo ponto forte é quando a história engrena, do meio pra frente ela fica bem interessante, fazendo um emaranhado de histórias que até então não pareciam ter nenhuma conexão. Pontos fracos: senti uma falta de delimitação entre presente/passado, algumas vezes na história fiquei confusa se o que estava acontecendo era nos dias atuais, ou se era uma história do passado que estava sendo contada; e a parte em que é contada a história da infância/adolescência do sarraceno (um dos personagens principais da história), é muito extensa e extremamente chata! Me distrai bastante nessa parte, fiquei enrolando pra voltar a ler, e com vontade de jogar o livro pela janela hahahaha (mentira, nunca faria isso com um dos meus babys). Eu tinha certeza que essa parte era uma história do passado que ele estava contando e que logo voltaria o foco sobre o assassinato, e me iludi pois a verdadeira história é sobre ele (o sarraceno). Mas calma lá que a questão do assassinato ainda vai se desenvolver.

Vamos então falar sobre a história. Um dos personagens principais conhecido como o peregrino (que já teve várias identidades e nenhum nome definido), é um ex-agente que é convocado pelo seu amigo Ben Bradley (do departamento de polícia de NY) a ajudar em um caso de investigação criminal, em que uma mulher foi encontrada morta e o assassino não deixou nenhum vestígio. Durante essa primeira parte ele relata um pouco sobre o seu passado e como conheceu Bradley: o que parece ser irrelevante, mas não é, pois lá na frente algumas coisas que ele citou serão levadas em consideração. Logo após ele começar a ajudar nesse caso de assassinato, mesmo não sendo mais agente ele é convocado para uma missão: um terrorista desconhecido (que chamaremos de sarraceno) criou um super vírus de varíola e quer espalhá-lo pelo mundo afora, um vírus adulterado que não tem vacina. E é nessa parte que a história fica chata (onde é contado sobre o passado dele), e depois disso ela volta a engrenar e dá vontade de terminar de ler, mas aí você me pergunta... E o assassinato do começo da história? Ele não é diretamente relacionado com a história principal, mas ele continua dando as caras ao longo dela, e no final... Tudo faz sentido! hahaha

Admito que esse livro só veio parar na minha estante porque tinha lido o primeiro capítulo na internet, foi o que me interessou nele. Quando vi que o foco da história não era esse do início, achei que me decepcionaria com ele, mas o autor soube conduzir a história muito bem: foi uma ótima jogada de começar com uma história e conduzir a outra, porque sinceramente não sei se eu, como leitora, tivesse lido um primeiro capitulo já direto da história do sarraceno (e não passando pelo assassinato antes), teria me interessado. O peregrino é um personagem muito inteligente, que me lembra muito o Robert Langdon (personagem de "O Código da Vinci", "Anjos e demônios" e etc., do Dan Brown, acho que a maioria conhece, né?). Além do personagem, achei a escrita também bem parecida com a de Dan Brown. E apesar dos dois pontos fracos que citei,  acho que o livro merece uma nota 5, pois os pontos fortes compensam os pontos fracos.

Um beijo e até a próxima.

11 comentários:

  1. Oláá!
    Nossa, amei!! Gosto muito de livros nesse estilo e sou apaixonada pelos do Dan Brown! Certamente vou gostar desse livro!! :D Ótima resenha!
    beeijo

    http://lecaferouge.blogspot.com.br/

    ResponderExcluir
  2. Oi Ali, não conhecia o livro e já fiquei totalmente interessado em lê-lo depois dessa resenha.
    Primeiro pela capa que, com essas digitais, já me chamou muita atenção. E, além disso, conta com uma premissa bem interessante. Gostei!

    www.estupefaca.com

    ResponderExcluir
  3. Oi Alê, tudo bem?

    Que bom que os pontos fortes superam os fracos, acho que por ter uma narrativa parecida com a do Dan Brown já me anima bastante!

    Bjs, Mi

    O que tem na nossa estante

    ResponderExcluir
  4. Oie!

    Já ouvi falar e li demais sobre esse livro. Não faz muito meu estilo, então não o leria. Bjs,

    www.estranhoscomoeu.com

    ResponderExcluir
  5. Oi, Alê. Oi, Carol. Tudo bem?

    Eu acho que essa é a primeira resenha que leio do livro, sabia? Essa capa não me agrada em nada, mas a história em si sim! hahaha
    Também sou a louca do CSI, também amava Cold Case! Que pena que a delimitação do tempo é meio ruinzinha, mas mesmo assim gostaria de dar uma conferida.

    Beijo
    - Tami
    Blog Meu Epílogo | Instagram | Facebook

    ResponderExcluir
  6. Oi, Ale!
    Costumo gostar de histórias de investigação, então acho que leria. Pena que o livro peca na delimitação do tempo, às vezes isso confunde e compromete a leitura, né?! Mas que bom que o saldo final foi positivo! ;)

    Beijos, Entre Aspas

    ResponderExcluir
  7. Que pena que algumas partes tenham sido confusas, mas pelo jeito o mistério que cerca a história é instigante o suficiente pra fazer o leitor prosseguir. Acho a capa linda, essa digital ♥ e fiquei curiosa com a obra!

    xx Carol
    http://caverna-literaria.blogspot.com.br/

    ResponderExcluir
  8. Oii,
    Fico feliz que no final a leitura em si foi boa.
    A premissa dele é bem interessante, mas não sei se leria nesse momento.
    Bjs e uma ótima noite!
    Diário dos Livros
    Siga o Twitter

    ResponderExcluir
  9. Oi, Carol!!
    Não sei se leria, viu?
    Já vi esse livro por aí, mas não me agradou muito.
    Fui lendo e achei que você ia falar que foi frustrante rs
    Mas que bom que você encontrou o que compensar pelo que não gostou.

    Beijinhos :*
    Feliz Natal!
    Sankas Books

    ResponderExcluir
  10. Olá Alê, tudo bem?
    Amei a resenha, mas o livro não faz muito meu estilo, sabe?
    Beijos!

    Http://excentricagarota.blogspot.com.br

    ResponderExcluir

Querido leitor, deixe seu comentário, ele é muito importante pra nós! *-*
Vamos adorar visitar seu blog e retribuir, é só deixar o link ;D