sexta-feira, 17 de junho de 2016

Resenha // O Livro do Destino - Raphael Miguel

O Livro do Destino

Livro: O Livro do Destino
Autor: Raphael Miguel
Editora: Chiado
Gênero: Fantasia/Ficção
Literatura Nacional
Páginas: 206
Ano: 2016
Volume: Único
Avaliação: 3,0
Onde comprar: Amazon (versão digital)

Sinopse
O que você faria se recebesse um artefato capaz de alterar o destino das pessoas ao seu redor, interferir no futuro e destruir realidades? O que faria se um instrumento de tamanho poder caísse em suas mãos? Praticaria o bem ou o mal? Utilizaria para sanar as desgraças do Mundo ou para alcançar objetivos egoístas? Tentaria salvar àqueles ao seu lado, ou salvaria apenas a si próprio? Eric Dias é um rapaz de recém feitos dezessete anos. Pacato, vive uma vida tranquila, sem grandes preocupações. No entanto, um presente inusitado pode alterar para sempre seu destino e de todos ao seu redor. O que o rapaz fará com tal responsabilidade sobre seus jovens ombros? 
Fotos por: Rafaela Ferreira

Como já tem um post sobre o livro no blog, no qual digo minhas primeiras impressões sobre os dois primeiros capítulos (leia aqui), serei bem sucinta sobre seu início. 
Eric Dias, um jovem rapaz aparentemente normal, enfrenta problemas em lidar com o recente falecimento de seu avô, Regis, ao qual sempre demonstrou um forte afeto. Regis, um senhor simples e de costumes pacatos deixa em vida poucos parentes: Lúcia, sua única filha; seus dois netos, Ermes e Eric; e um primo distante, Gastão. Todos apresentam um papel significante na história, contudo, logo antecipo que Eric e Gastão são protagonistas de grandes acontecimentos.
A história ganha formas quando o testamento deixado por Regis revela os beneficiários. Era esperado que o nome de sua filha e seus dois netos estivessem nele, mas o mesmo não aconteceu quando o nome de seu primo foi mencionado. Gastão, (foco nele pessoal), deixou a cidade de Curumim ainda jovem, quando ganhou um prêmio que o deixou milionário. Investiu no segmento químico e mudou para o exterior, onde viveu sem manter contato com seu ente mais próximo, Regis, e por esse motivo seu nome não era mencionado: Ermes e Eric sequer sabiam de sua existência.
Revelado o conteúdo do testamento, sentimentos de recusa e aceitação descreveram a cena seguinte. Regis não preservou coisas de grande valor durante sua vida, deixou apenas o que considerou ser de valia para seus entes, de um modo ou de outro. Lucia ficou com a casa, Ermes com o carro, Gastão com um bilhete (sim, um bilhete), e Eric foi agraciado com um encadernado de folhas limpas. Gastão não se demorou no local após a posse de sua herança, sequer disse o que o bilhete trazia, e mesmo assim, sendo um acontecimento tão singular, foi o encadernado que roubou a cena. Eric criou grandes expectativas de como utilizá-lo, afinal, era uma parte do homem que muito amou. E, por algum tempo refletiu sobre como o avô o utilizava, se utilizava, já que suas folhas não possuíam nenhuma escrita. Se perguntou por que o avô fizera questão de guardar algo de pouca utilização, já que não se disponibilizava à escrita.


Durante o encontro, o inconsequente interesse de Gastão no encadernado, agora pertencente a Eric, se mostrou ser algo tão antigo quanto o objeto aparentava ser. É a partir disso que o garoto conhece, de forma inesperada, o real valor que o encadernado tinha para Regis, o motivo de sua preservação e para qual finalidade ele foi repassado. Gastão revela que na juventude ele e o primo foram muito próximos, e que um dia, ao cavar um terreno, Regis avistou o encadernado em meio ao barro e o guardou; sendo que um tempo depois, durante uma conversa sem qualquer compromisso, Gastão contou ao primo o desejo de ser rico e poder prosperar na vida, diante da vida pobre e humilde que ambos viviam. A história continua com Gastão dizendo que Regis, alguns dias depois do achado, estava eufórico e dizia que o encadernado possuía poderes mágicos. Mesmo sem ele acreditar, o outro estava crente de que podia alterar o destino, e pensou em uma possibilidade de poder convencer o primo. Assim, escreveu no caderno o desejo que Gastão o revelou e não demorou muito para que o mesmo se concretizasse. Uma semana depois do feito, Gastão ganhou na loteria, e seu conceito sobre o encadernado mudou.
Agora, sabendo para quê o encadernado foi deixado em sua responsabilidade, Eric se preocupava apenas com a ideia de não cometer nenhum ato inconsequente. Ele sabia que não se tratava apenas de escrever algo no livro, e aquilo se realizaria e logo após o mundo permaneceria o mesmo. Nada é em vão: as pessoas, suas vidas, suas escolhas, tudo está interligado, de uma forma ou de outra, e cabia somente a ele a decisão sobre como e onde utilizar o poder que agora carregava.
O que ele não esperava era a complexidade que a história do livro trazia junto de si. O poder que carregava não interessava somente a quem o pertencia, todos os que tinham conhecimento sobre o que se podia fazer com o encadernado estavam dispostos a tê-lo, e assim a história de vida de Eric muda drasticamente.


Assim que o protagonista toma conhecimento do poder que fora imposto a ele, o autor lança uma questão a ser pensada: o que fazer com o poder de mudar o destino de qualquer pessoa? Você o utilizaria para benefício próprio ou ajudaria a direcionar o mundo para o lado do bem? Fica a reflexão, já que nem todos pensam da mesma maneira, não cabendo a ninguém julgar; afinal, o motivo de um nunca será o motivo do outro.
O legal da história é que ela amplia algumas fantasias que criamos em nossas vidas, é divertido imaginar o que faríamos caso tivéssemos um livro com o poder de mudar o destino. No meu caso, eu escreveria que passaria no SISU e ganharia uma bolsa na Universidade Paulista – USP, (sonho a ser realizado, risos), não zombem de mim!
Mas, como nem tudo são SÓ flores, a história nos revela o outro lado de nossas escolhas. Raphael utiliza da fantasia para esclarecer que estamos conectados ao mundo através de como decidimos viver, e que nem sempre nossas escolhas afetam somente a nós mesmos.
Uma observação: é uma história bem pensada, e se fosse elaborada com um pouco mais de calma, seria interessante até assisti-la em forma de filme. Podemos notar em algumas partes erros de revisão, e a repetição de algumas palavras sobrecarregou o livro. Mas nada disso tirou a essência que o autor buscou transmitir através de uma bela ideia.
Diz aí: qual seria a primeira coisa que vocês escreveriam no Livro do Destino. Bjoos!

UMA DICA: Comentem nos posts de junho! Talvez no final do mês vocês tenham uma surpresa...

12 comentários:

  1. Olá, tudo bom?
    Parece bem o estilo de livro que eu leria, adorei a ideia do ''livro do destino''.
    Acho interessante esse tipo de fantasia. Ele parece diferente e confesso que me interessei muito pela leitura, vou procurar para ler.

    Sessão Proibida

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    1. Oi, procura sim. Foi o primeiro livro do gênero que eu li e adorei. Bjoo

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  2. Oi Rafa,
    Um livro que não conhecia. Diferente de tudo o que eu já li, mas não me animo muito a ler. Acho que não faz muito meu gênero e tenho outras prioridades na frente.
    E por sinal, preciso começar a ler as indicações que a Carol me deu !!!
    Beeeijos
    http://estante-da-ale.blogspot.com.br/

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  3. Oi Rafa,
    Não conhecia o livro e nem o autor, confesso que fiquei curiosa em relação a história, mas pegaria esse livro mais para a frente para ler.
    Bjs e uma ótima noite!
    Diário dos Livros
    Siga o Twitter

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  4. Oi Rafa!!!

    Não conhecia o livro e não li nada do autor, mas a premissa é bem interessante!! Adorei as fotos!!

    Bjs, Mi

    O que tem na nossa estante

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  5. Já li bastante resenhas deste livro, e todas positivas. Achei a capa um pouco meio simples, mas inegavelmente misteriosas. Fiquei curioso em saber o desfecho desta história!

    Abraços,

    Blog Decidindo-se \o/

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    1. Oi, Vinicius. Acredite se quiser, o desfecho é surpreendente e a melhor parte da história. Bjoo

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  6. Oi, Rafa! Tudo bem? Nossa, que ideia mais original e bacana! Eu faria tanta coisa com esse "Livro do Destino", mas a primeira coisa que escreveria nele seria encontrar minha crush, que mora bem longe de mim. Mas enfim, adorei a premissa, a capa do livro e sua resenha! <3

    Abraço

    https://tonylucasblog.blogspot.com.br/

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    1. Oi, Tony, tudo sim! São tantas as possibilidades né? Só cabe a nós imaginar! Obrigado, bjoo.

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  7. O livro parece ser bem interessante pelo que você escreveu.
    Boa semana!

    http://jj-jovemjornalista.blogspot.com.br/

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  8. Oi
    eu sempre vejo divulgação desse livro a história parece ser legal e achei interessante a ideia do livro do destino que realiza desejos, deve ser uma responsabilidade enorme para o garoto.

    momentocrivelli.blogspot.com.br

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  9. Oi Rafa, tudo bem? O enredo me lembra Poderosa, do Sérgio Klein. Só que claro, de forma mais adulta.
    Acho que a primeira coisa que eu escreveria seria: Todas as minhas contas serão liquidadas neste momento. hahahhahh
    Quem gosta de fantasia é criança. Adulto gosta mesmo é de ver as contas pagas kkkkkk
    beijooos
    https://profissao-escritor.blogspot.com.br/

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